O Instituto de Investigação para a Protecção Geo-hidrológica de Turin — Gestão do arquivo de fotos Aéreas

O Instituto de Investigação para a Protecção Geo-hidrológica de Turin (IRPI), membro do Conselho Nacional de Investigação Italiano (CNR), começou a sua actividade em 1970. As suas habilidades estão juntas deste a sua fundação com interesse em vários sectores de investigação, ex.: o estudo de características geológicas e hidro-geológicas do sistema de rio Alpine-Po (Norte de Itália) ou a monitorização, previsão e prevenção de catástrofes naturais. Estas tarefas são tomadas pela aplicação de uma abordagem multidisciplinar que inclui ciências da terra, engenharia e geomática.

Os fotogramas aéreos são aplicados de forma a levar a cabo os estudos e as investigações exaustivas, em adição aos levantamentos de campos para análise e modelação de registos históricos. O seu uso varia, desde uma análise “simples” até a um processamento complexo como a segmentação de imagem ou stereoplotting.

O instituto, pelos propósitos explicados, mantém no seu arquivo cerca de 170000, fotogramas recentes e históricos - o mais antigo está datado a 1920 (Figura 1) - cobrindo, em diferentes anos, a bacia de Po ou parte dela. Alguns fotogramas cobrem outras bacias no norte de Itália. Adicionalmente os arquivos mantêm os planos de voo como é descrito nos fotogramas (Figura 1).

1929 photogram (left) and 1954 flight plan (right)

fotograma de 1929 (esquerda) e o plano de voo de 1954 (direita).

Gestão do arquivo

De forma a lidar com muitos dados foi adoptada uma abordagem SIG. Primeiro cada plano de voo, foi digitalizada, georeferenciada e desenhada mostrando as pegadas do fotogramas em formato shapefile. De seguida os fotogramas foram digitalizados com 600 dpi, e ficheiros que são designados segundo o código incluído no folha do mapa, ano de aquisição, código de barra, número de série do fotograma e o código de propriedade (IRPI ou externo).

Cada pegada é desenhado para cada plano de voo fornecido, no seus atributos, com os códigos anteriores de forma a ligar à shapefile dos fotogramas digitalizados, pelo o uso do módulo eVis (Horning et al, 2009), e permite uma interface amigável ao usuário para pesquisar e consultá-lo (Figura 2). Os dados pertencentes ao código do fotograma são armazenados nos campos da tabela de atributos, e de seguida, pelo calculador de campos, um campo “Ligação” foi criado para armazenar os caminhos dos ficheiros dos fotogramas.

Exibição do fotograma (Módulo eVis)

Exibição do fotograma (Módulo eVis)

Além disso, devido à quantidade de dados pesquisáveis foi criado uma interface de pesquisa geográfica. Graças às capacidades do modelador gráfico (no Processamento, antigo módulo SEXTANTE) a ferramenta desenvolvida, por diferentes seleções de máscara e caixas de entrada, permite que o usuário selecione entre três camadas (limites administrativos, folhas de mapa e rios), encontrar elemento por consulta na tabela e e utilizar a consulta espacial de um plano de voo digitalizado com o objectivo de intersectar as pegadas dos fotogramas como o elemento selecionado (Figura 3). Com este procedimento, é portanto possível apontar o fotograma selecionado e simplesmente exibi-los com a ferramenta anteriormente descrita ou extrair os ficheiro dos fotogramas pelos seus nomes de ficheiros ou caminho para processamento adicional.

O modelador gráfico usado na ferramenta de selecção (no fundo: folhas de polígono púrpura; pegadas de fotogramas de polígonos rotulados a laranja; limites administrativos com polígonos castanhos)

O modelador gráfico usado na ferramenta de selecção (no fundo: folhas de polígono púrpura; pegadas de fotogramas de polígonos rotulados a laranja; limites administrativos com polígonos castanhos)

A colecção de fotogramas é de grande interesse para a investigação (ex.: Godone et al, 2014) e em ambientes profissionais (Figura 4). Agora devido aos procedimentos descritos e as ferramentas, a colecção está completamente acessível desde 2009, e os fotogramas são usados em vários projectos, seja internamente e externamente ao Instituto. as características do QGIS e os seus módulos permitiram desenvolver ferramentas e procedimentos que optimizaram o arquivo de fotogramas quer na implementação quer na sua gestão e a sua exploração.

Gráficos de queijo mostrando diferentes áreas de interesse utilizando os fotogramas no ano de 2013

Gráficos de queijo mostrando diferentes áreas de interesse utilizando os fotogramas no ano de 2013

Referências

  • Godone D., Garbarino M., Sibona E., Garnero G., Godone F. (2014) “Progressive fragmentation of a traditional Mediterranean landscape by hazelnut plantations: The impact of CAP over time in the Langhe region (NW Italy)”, Land use policy, ISSN: 0264-8377

  • Horning N., Koy K., Ersts P. (2009) “eVis (v1.1.0) User’s Guide. American Museum of Natural History, Center for Biodiversity and Conservation” Available from http://biodiversityinformatics.amnh.org/

Autores

Danilo Godone

Danilo Godone

Danilo Godone posusi um Postdoc, da UNiversidade de Turin, e estuda a contribuição geomática nos deslizamentos, glaciar, e mais geral, monitorização de desastres naturais. Ele é um membro do NATRISK - Centro de Investigação em Riscos Naturais em Montanha e Ambientes Montanhosos, na mesma Universidade.

Franco Godone

Franco Godone

Franco Godone é um técnico especializado no Instituto de Investigação para Protecção Geo-Hidrológica de Turin (IRPI-CNR) desde 1972. Ele está envolvido nos levantamentos topográficos e aéreo-fotogramétricos e análise de dados nas regiões alpinas.